terça-feira, novembro 11, 2008


V


Se hoje há um sorriso
uma lágrima está por detrás.

Nenhuma cova de nenhum cemitério
há-de guardar o tamanho desta lembrança.
A vida depois de tudo continua
mesmo com flores já murchas
de todos os tempos perdidos.
Não sou daqui nem de parte alguma
a dor que trago é humana
estou cansado...



XVII


Fosse eu pássaro
fosse eu mar
fosse eu chão
fosse eu sol a pique
no mais quente verão.

Tu e eu
silêncio cúmplice nas tantas barreiras ultrapassadas.

Fosse eu céu
fosse eu riso
fosse eu festa
fosse eu lágrima
para me engolires
por cada vez que te fiz chorar...


Vang

Debaixo do Bulcão poezine
Número 34 - Almada, Outubro 2008
(Fotografia de Rui Tavares:

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